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Estabilização Segmentar Terapêutica - O que é?

Sergio Marinzeck Ft, M. Phty (Manip), MPAA

 

Fig. 1. Os músculos globais que funcionam neste modelo como cordas, mantém a orientação geral da coluna e a movimentam, enquanto os músculos estabilizadores prendem-se em cada segmento. Na falha de um desses músculos ocorre a "quebra" do segmento e surge a instabilidade espinhal.

 Por muito tempo fisioterapeutas tem usado exercícios com a finalidade de minimizar e tratar dores cervicais e lombares. Apenas recentemente, entretanto, têm havido sólidas pesquisas que tem nos ajudado a melhor compreender essa terapêutica. Pesquisadores Australianos (Richardson, Jull, Hodges, Hides, O´Sullivan) e europeus têm feito estudos avançados que mostraram que certos músculos precisam ser ativados e fortalecidos antes que qualquer exercício seja feito. Estes músculos, os espinhais estabilizadores intrínsecos, se estiverem funcionando normalmente, protegem a coluna e dá a esta sua função ótima. A figura ao lado ajuda a entender o papel desses músculos. A presença dos músculos globais que atravessam vários segmentos ajuda a manter a orientação geral da coluna (e a movimentá-la, naturalmente), mas a estabilidade só se dá de forma eficaz com a presença de pequenos músculos que unem segmento por segmento. A falha de um desses elos, implica numa instabilidade. Pesquisas recentes têm mostrado que esses músculos param de funcionar com lesões da coluna, geralmente do mesmo lado da lesão.

 

Os músculos intrínsecos estabilizadores da coluna cervical são o longo do pescoço e o longo da cabeça. Na coluna lombar e pelve são o multifidus e o transverso do abdômen. Pesquisas realizadas na Austrália mostraram que pacientes com dor lombar, ainda que tenham passado por várias terapias, têm uma coisa em comum: os multifidus e transverso do abdômen funcionam pouco. Eles também têm excesso de atividade dos músculos globais, como eretor da espinha e abdominais superficiais. No passado os programas de exercícios enfocavam os músculos globais mobilizadores, como os exercícios abdominais ou de extensão da coluna. Sem os estabilizadores funcionando corretamente, esses exercícios não apenas são inúteis como podem ser lesivos, já que normalmente comprimem excessivamente as articulações. As pesquisas atuais apontam que é necessário ativar os estabilizadores primeiro. Isso se dá através de exercícios sutis, precisos e específicos. Felizmente sabemos que estes exercícios não precisam serem realizados para sempre. Depois de terem sido feitos corretamente por cerca de 4 a 6 semanas, a ativação dos músculos estabilizadores se torna automática. Já se foi verificado experimentalmente que após um programa de exercícios para a ativação controlada dos estabilizadores, não apenas estes passam a funcionar adequadamente e impedir um processo lesivo da coluna, mas como a reincidência das disfunções espinhais é reduzida drasticamente (veja figuras abaixo).

A avaliação dos estabilizadores se dá por medidas diretas de visualização como pelo uso do ultrasom ecográfico, ou por medidas indiretas ao alcance de qualquer fisioterapeuta, como a palpação dos músculos e a observação de ações específicas que exigem a ativação dos estabilizadores da coluna (veja figuras abaixo).

 

                 
Palpação da contração isolada do transverso do abdomem    Uso do PBU (Stabilizer) como feedback para o paciente

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Referências

Comerford MJ, Mottram SL. Movement ans stability dysfunction - contemporary develop ments. Man Ther 6(1): 15-26 2001.
Hides J, Richardson C, Jull G. Use of real-time ultrasound imaging for feedback in
rehabilitation. Man Ther 3(3): 125-131 1998.
Hides J, Richardson C, Jull G. Multifidus muscle recovery is not automatic following
resolution of acute first episode low back pain. Spine 21: 2763-2769 1996.
Hides J. Stokes MJ, Saide M, Jull G, Cooper D. Evidence of lumbar multifidus muscle
wasting ipsilateral to symptoms in patients with acute/sucbacute low back pain. Spine 19(2): 165-172 1994.
Hodges PW. Is there a role for transversus abdominis in lumbo--pelvic stability? Man Ther 4(2): 74-86 1999.
O´Sullivan P et al. Evaluation of specific stabilizaing exercise in the treatment of chronic
low back pain with radiologic diagnosis of spondylolysis or spondylolisthesis. Spine 12:777-782 1997.
Richardson C, Jull G, Hodges P, Hides J. Therapeutic exercise for spinal segmental
stabilization in low back pain. Churchill Livingstone 1999.

 



 

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